MOBILIDADE URBANA: Nova lei só pega com participação cidadã
Uma das primeiras atitudes da presidenta Dilma Roussef em 2012 foi aprovar da lei 10.587, que estabelece as diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana e que entra em vigor nesta quinta-feira, 12 de abril. Entrevistamos Rafael Pereira, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e co-autor do comunicado A Nova Lei de Diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, para compreender sob quais condições a nova lei poderá alavancar mudanças reais nas condições de mobilidade no Brasil. A tônica de sua resposta: participação popular e fiscalização da sociedade.
O Estatuto da Cidade fez dez anos, mas os resultados ainda são parcos. Não pode ocorrer o mesmo com a nova política de mobilidade urbana?
O grande ganho do Estatuto da Cidade foi fazer a questão urbana voltar à pauta das políticas públicas. O rol de instrumentos previstos pelo Estatuto, incluindo o Plano Diretor, é o meio que o município possui de fazer valer a política urbana no seu município. Um novo padrão de desenvolvimento é de certa forma preconizado pelo Estatuto, e seguido, em razão dos princípios e diretrizes constitucionais, nos planos diretores municipais desenvolvidos. A aderência à realidade é uma crítica constante nos planos diretores realizados, que está diretamente relacionado e condicionado com o processo participativo da elaboração desses planos.
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